• marluce lima

Vestígio de um poema

Vestígios de quem fui ontem amanheceram-me. Tive sonhos estranhos. Sangrei pela casa do rapaz. Limpei meu rastro porcamente desejando que não fosse visto nada além da verdade. Uma criança foi perdida. Um chipanzé foi perdido. Por um instante quis ser um chipanzé. Pendurei um poema na sua parede. Senti cheiro de morte e vida simultaneamente. Sonhando entendi que era um sonho acontecendo. Mesmo assim desejei permanecer ali, imune aos vestígios que acordariam comigo. Sou uma história irritantemente sem pé nem cabeça. O que lhe disse ontem sobre ir embora? Talvez esteja chegando nosso momento. Vem. Vamos mudar. Me leva contigo, te levo. Não importa. Vamos embora. Uma vida grita no meu estômago. És tu somente que me importa e isso é tão perigoso. Vamos buscar aquela criança rendeu-se à poesia.

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