• marluce lima

sobre nada



Nada digo sobre o silêncio dos demais

Aprendo a respeitá-los mais do que os que tanto oram

O silêncio do corpo, das falas, das memórias

são contrastes à minha curiosidade.

[Dizem-se dos humanos: são contraditórios para entender]


Parece portanto que vivo às cegas. Assusto-me

em querer saber de tudo para arriscar-me menos

[Mas viver é perigoso, qualquer movimento é um risco tamanho]


Minha pressa de viver tantas vezes, e

tamanha é a minha sede

de atravessar tudo que esteja ao alcance

[A verdade é que esse é meu maior silêncio:

entregar-me a vida

de modo que eu me cale o bastante]



0 views
  • Branca Ícone do Flickr
  • Ícone do Facebook Branco
  • Ícone do Twitter Branco
  • Ícone do Instagram Branco
  • Ícone do Youtube Branco

made with love & poetry