• marluce lima

seu amor raso

Updated: May 12

O homem nega suas fraquezas

Buscando convencer-se de palavras,

Mas palavras denunciam

-Casos, atrasos, um corpo que vibra.



Eu acreditei em tuas vãs palavras

Convenceste a mim

Fazendo-me acreditar que amor era aquilo:

Um vazio constante.



Passou a brincar com as palavras,

Pular a janela, esconder-se no escuro,

Enviar bilhetes de frases copiadas.

Sua lisura:

Um amor, em superfície lisa e rasa.



Os amores foram divagados

Éramos estrangeiros na vida um do outro

De fato que nenhum espaço nos pertencia

Eu lhe disse: “não sou apaixonada por você”

E você disse “deixa eu te ensinar a me amar”

Como se amor fosse assim ensinado!



Você disse “preciso de você”

Me convencendo de que lhe seria útil

Meu amparo pelo teu medo

Como se o amor fosse necessidade!



Eram muitos amores em meio ao nosso

O meu apenas serviu para acalmar teus prantos

Enquanto destruia meus versos



Sempre fui mulher de amar demais, e você?

Você ama mulheres demais, e

Na verdade não as ama.

Digo claramente o que não fui naquele instante:

águas claras de uma cachoeira.



Compôr alguém assim como eu,

um ser estranho

vindo de outra quimera.



Essa descoberta…

Demorou-se

Compreender-te em meu peito?



Contaram-me teus casos

Teu caminho era esse mesmo:

Ser como um colchão amarrado no canto de um dormitório

Como se esperasse visitas

Constantes.



E eu,

Passo pelo mundo a resgatar poemas.

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