• marluce lima

Lia, a princesa da poesia

|biografia - publicado no E-Dublin.


“Respiro intuitivamente palavras, no meu colo versos curtos e no acaso, quebro as rimas ao meio”



Diz-se provinda de uma terra poderosa: a pedra Lia Fail, desde os tempos de reis, rainhas e príncipes. Ainda mantida em Hill of Tara, a pedra é considerada por alguns um símbolo da fertilidade.

Lia, nome que combina com uma poeta. Uma poeta que fertiliza versos, dá luz a sentimentos íntimos, que transforma a nudez de um corpo em algo puro e natural.

Lia é uma mescla de literata irlandesa e sensualidade brasileira. De voz cálida, fala sobre amor, partidas e chegadas.

Poético e sedutor, seu olhar transforma fotografias em palavras. Palavras que formam corpos, corpos que dançam e corpos em chamas. Chama em silêncio: o absurdo.

Fala sobre paixão e essas coisas. Coisas vindas de fábulas. Coisas sobre sereias e fadas. Coisas férteis. Coisas de poesia.

Lia é nome leve como brisa. Lia é breve como maresia. Leve e contundente como uma caneta.


Certa vez, foi vista andando pelo mundo, escrevendo coisas pelo ar usando o corpo. Ela parecia ter sentado em uma nuvem de tinta esferográfica. Se foi um acaso ou se foi um sinal, não se sabe. Mas Lia, foi apreciado algo em seu andar tranquilo. Parecia uma certeza de si tão forte quanto o peso de uma lágrima. Parecia uma onda indo e vindo no ritmo do tempo: ora no futuro, ora na beira.

Mas talvez isso tenha sido sobre o mar que lhe acena pela janela de Blackrock, ou talvez tenha sido o timbre de suas ondas sonoras, seduzindo-nos para o fundo do mar, e nos fazendo perder o fôlego por alguns segundos. Bem como fazem seus poemas, ainda que curtos.


“Toco a solidão. Sem fôlego, chorarei menos, exausta de relações que não me afagam por dentro, lúcida acolho-me.”


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