• marluce lima

despedidas

Crônica publicada no site E-Dublin - Mar/2018


Somos um pouco de tudo que somos quando não somos ninguém mais. Sou um tanto de cada um que passou. Por aqui, foram tantos. Tantas pessoas ao acaso, com todos os propósitos.

Já é clichê dizer que nada é por acaso. Que as pessoas são mensageiras e que nada será em vão. Se vão, as pessoas.

Não sei mais chorar em despedidas, ou porque já me acostumei, ou porque aprendi a sorrir ao invés de chorar ou porque talvez eu já tenha me arrependido mais dos momentos que não vivi que resolvi aumentar a intensidade da minha presença.

Estar presente.

Me desculpe, se às vezes eu parecer afobada ou ansiosa demais por me jogar em um instante de cabeça. Se eu não responder alguém que está do outro lado do mundo porque existe alguém me olhando naquele momento e esperando que eu olhe de volta. É com essa pessoa, naquele momento, minha história… mesmo que amanhã não nos encontremos mais, e nem depois.

Talvez eu não chore mais em despedidas porque me acostumei com a idéia de que os ciclos precisam ser encerrados para que novos comecem.

Daí vem o ditado de que as pessoas são substituíveis… e talvez nesse mundo de plástico elas realmente devem ser.

Mas escute, as pessoas que estavam de verdade na sua vida continuam fazendo parte de você, mesmo que elas sumam no mapa.

Ninguém que chegar depois vai tirar o espaço da história que foi vivida, afinal, você cresceu, você aprendeu coisas com aqueles seres que o momento que outros pousarem na sua ilha eles já estarão atrasados, outros chegarão adiantados e todas as pessoas chegarão no momento exato.



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